Brasília, 15 de outubro de 2018 - 21H44

Haiti

22 de maro de 2005
por: InfoRel
A violência dos ex-militares haitianos, instigados pelo ex-presidente Jean Bertrand Aristide, pode colocar em risco o êxito da missão de estabilização da ONU no paà­s. A missão é comandada pelo general Augusto Heleno Ribeiro. No último final de semana, dois soldados da MINUSTAH, foram mortos por milà­cias pró-Aristide.

O general garante que não há feridos brasileiros, mas admite que a situação no paà­s é preocupante, principalmente depois que o ex-presidente exortou seus aliados a enfrentarem a MINUSTAH como uma força de ocupação do Haiti, e não uma missão de paz.

Augusto Heleno Ribeiro também criticou o relatório do Centro de Justiça Global da Universidade de Harvard. Segundo o relatório, a MINUSTAH estaria violando os direitos humanos e não teria condições de estabilizar e pacificar o paà­s.

Em entrevista à  Agência Brasil, ele afirmou que, “os fatos relatados ali não têm fundamento e contrariam tudo o que foi dito até hoje, relativo à  missão, bastante elogiada por sinal. Lamento o relatório e tudo o que posso dizer é que, ao contrário, já fomos criticados porque estarà­amos sendo econômicos no uso da força".

O relatório será divulgado nesta quarta-feira. O êxito da missão é fundamental para as pretensões brasileiras em relação à  futura reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Itamaraty ainda não decidiu se vai responder ou não ao conteúdo do relatório.

Segundo o ministério das Relações Exteriores, a chancelaria brasileira não foi informada oficialmente sobre o conteúdo do documento, e afirma que o comando da missão é brasileiro, mas não tem poder de polà­cia.

Quanto ao general Augusto Heleno Ribeiro, seu contrato para comandar as tropas da ONU no Haiti, expira no dia 30 de maio. Ele está no paà­s desde junho passado quando uma resolução das Nações Unidas autorizou o envio de uma missão de estabilização ao paà­s.

De acordo com o general, "tenho um contrato em vigor com as Nações Unidas. Ao final dele, caberá à  ONU decidir quem vai enviar para me substituir no posto".

Ainda no primeiro semestre, o Congresso brasileiro vai precisar analisar a prorrogação da missão brasileira no Haiti, aprovada inicialmente para seis meses. O senador Cristovam Buarque, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado já avisou que o tema será permanente nas discussões da CREDN.

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