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25/04/2015
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25/04/2015

Orçamento

Wagner garante continuidade dos Projetos Estratégicos das Forças Armadas

Brasília – O ministro da Defesa Jaques Wagner, voltou a garantir a continuidade dos Projetos Estratégicos das Forças Armadas nesta semana. Ele reconheceu que os ajustes orçamentários poderão criar problemas, mas destacou a peculiaridade da indústria de defesa, que precisa de investimentos no longo prazo para continuar gerando crescimento tecnológico para o país. Com este argumento, o ministro espera convencer a área econômica do governo e a presidente Dilma Rousseff em relação aos cortes e ao contingenciamento de recursos para a área.

Wagner lembrou que entre 2003 e 2014, os investimentos em Defesa saltaram de aproximadamente R$ 850 milhões para R$ 8,5 bilhões.

“Seremos solidários com o governo na questão do ajuste das contas. Haverá restrição, mas não vamos descontinuar nenhum projeto estratégico, como o desenvolvimento dos submarinos com propulsão nuclear, o projeto FX-2, o lançamento de satélites junto com o ministério das Comunicações e os projetos que estão a cargo do Exército”, afirmou.

Sobre o programa FX-2, que prevê a aquisição de 36 caças suecos Gripen NG, o ministro destacou a importância da absorção de tecnologia – fator que integra praticamente todos os projetos estratégicos – uma vez que o país não apenas comprará as aeronaves, como também participará do processo de desenvolvimento.

“Estamos mandando para a Suécia 250 engenheiros, esse pessoal vai voltar aportando tecnologia pra cá”, explicou sobre os profissionais que realizarão cursos de qualificação em instituições suecas com o objetivo de absorver os conhecimentos tecnológicos.

Ele também enfatizou a importância do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), programa sob responsabilidade do Exército e pensado para prover vigilância e monitoramento dos cerca de 17 mil quilômetros de fronteira que o Brasil tem com dez países da América do Sul.

De acordo com os militares, a região é marcada por ilícitos e apontada como porta de entrada de drogas, armas e de contrabando no Brasil. Mesmo ponderando que coibir tais ilícitos é função do ministério da Justiça e da Polícia Federal, Wagner afirmou que a participação das Forças Armadas é fundamental. “Somos responsáveis pelas fronteiras e pela soberania nacional”, afirmou.

Momento

Sem se referir diretamente àqueles que pedem o retorno dos militares ao poder, o ministro destacou que, atualmente, as Forças Armadas vivem um momento de “concepção mais moderna” e que o grande esforço dos atuais comandantes é com a Defesa aliada à inovação tecnológica.

“Eles estão preocupados em profissionalizar, em inovar, em trazer tecnologia, como estamos fazendo com os principais investimentos da Defesa. Forças Armadas profissionalizadas e bem equipadas para garantir que não haja nenhuma ameaça”, concluiu.

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