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30/03/2006
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31/03/2006

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Waldir Pires é o novo ministro da Defesa

O Palácio do Planalto confirmou nesta sexta-feira o nome do ex-ministro da Controladoria-Geral da União, Waldir Pires, 79, ex-governador da Bahia pelo PDT e PMDB e que foi deputado federal até 2002, pelo PT.

Waldir Pires é formado em direito pela Faculdade de Direito da Bahia em 1949 e professor licenciado de direito constitucional da Universidade de Brasília.

Ele assume o lugar de José Alencar que pretende repetir a dobradinha com Lula nas eleições deste ano, como candidato à vice. Ele está em Belo Horizonte [MG], onde abriu o Seminário sobre o Financiamento Latino-Americano e o Papel dos Bancos de Desenvolvimento, dentro da programação da 47ª Reunião de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento [BID].

O novo ministro da Defesa foi cassado pelo regime militar em 31 de março de 1964 por força do AI-1. Deixou o país e exilou-se no Uruguai e na França, retornando ao Brasil apenas em 1970. Entre 1985 e 1986, ocupou o ministério da Previdência Social no governo Sarney.

À época do golpe militar, Waldir Pires, então com 37 anos, atuava como consultor geral da República do governo João Goulart e lecionava Direito Constitucional na Universidade de Brasília [UnB].

Na manhã de 1º de abril, deixou a capital junto com o então ministro-chefe da Casa Civil de Jango, Darcy Ribeiro, num avião que os levous para o exílio no Uruguai. “Faço parte da primeira lista de cassados”, diria Pires dias depois do golpe.

Francisco Waldir Pires de Sousa nasceu em Acajutiba [BA], em 1926. Foi governador da Bahia entre 1987 e 1989, e candidato à vice-presidente na chapa de Lula em 1989. Foi filiado ao PSD, PTB, MDB, PMDB, PDT e PSDB. É filiado ao PT e é considerado o maior inimigo político de Antônio Carlos Magalhães.

Waldir Pires foi o relator do acordo de cooperação espacial firmado entre Brasil e Estados Unidos, para uso da Base de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Em seu parecer, condenou cinco parágrafos que feriam a soberania nacional e recomendou que os dois países renegociassem o acordo. Até hoje o texto encontra-se parado a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

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