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Política

A reforma que pode surpreender principalmente o PT

Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontro com o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, às 17 horas. Antes, conversa com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Os dois encontros podem ser decisivos para o governo fechar uma arrastada Reforma Ministerial.

Neste sábado, Lula reúne alguns ministros, assessores e os filhos para uma pelada na Granja do Torto. No time de Lula, estão confirmados como titulares, José Dirceu, Antônio Palocci, Ricardo Berzoini, Agnelo Queiroz, o senador Aloizio Mercadante, o deputado Sigmaringa Seixas e o governador do Acre, Jorge Vianna. Entre uma jogada e outra, o presidente pode mexer no time.

Não no time da pelada, mas na equipe da Esplanada. Ele espera que o clima ameno do futebol, esfrie os ânimos dos petistas, permitindo que ele faça logo a reforma que julga necessária. O presidente está incomodado com os gestos de alguns ministros cotados para sair e que estariam mobilizando suas bases para se segurarem nos cargos.

O que, digamos, não é nada novo. Nas reformas passadas, ocorreu o mesmo e a maioria ficou. O senador Cristovam Buarque que era uma grife do governo é que dançou feio, demitido por telefone e quando não figurava em nenhuma bolsa de aposta.

O novo ministério que Lula quer, deve impulsionar o governo, fazer as coisas acontecerem e a sociedade sentir que o governo eleito para mudar, está mudando. Vai ser complicado conseguir isso. Principalmente quando o seu partido entende como coalizão, ocupar os cargos. Os votos seriam uma obrigação dos demais partidos.

Já estamos em março e no ano que vem, será só política e campanha. Aliás, quem for tentar cargo executivo em 2006, terá de deixar o governo até abril. Lula quer saber quem são os pretendentes para mexer agora e não ser obrigado a uma nova queda-de-braço no ano que vem.

A cada dia, a tensão aumenta da Esplanada. E a paralisia que toma conta dos ministros ‘demissíveis’ já contamina o Congresso, pois o governo não possui mais uma base aliada confiável. Além disso, o presidente da Câmara já deu mostras que o seu partido, o PP, quer algo que seja importante e não um ministério qualquer.

Se isso não ocorrer, o governo poderá ver seus projetos naufragarem e a oposição nadar de braçadas tanto na Câmara como no Senado. Por outro lado, só há um consenso: que Lula faça logo a Reforma para acabar com as angústias dentro, fora e junto ao governo.

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