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Acordo de Livre Comércio MERCOSUL – União Europeia não entusiasma

Brasília – O futuro Acordo de Livre Comércio MERCOSUL – União Europeia não entusiasma as partes e as negociações iniciadas em 1999 podem fracassar mais uma vez. Apesar do clima positivo do ponto de vista político, no âmbito comercial as coisas não parecem avançar e em novembro as conversas serão retomadas em Brasília.

De acordo com representantes dos países do MERCOSUL, as cotas de importação de carne e etanol oferecidas pela UE foram consideradas insuficientes e tornam mais difícil alcançar um acordo em dezembro, como pretendiam.

Na semana passada, negociadores dos dois blocos se reuniram na capital brasileira e a União Europeia teria completado a sua oferta oferecendo cotas de 70 mil toneladas para a carne bovina, 600 mil para o etanol e 40 mil para o arroz. Os três produtos são extremamente sensíveis para os países europeus.

O negociador brasileiro, Embaixador Ronaldo Costa Filho, afirmou que “tecnicamente é possível (o acordo), mas um pouco mais difícil”. O MERCOSUL esperava uma proposta de pelo menos 100 mil toneladas para a carne e um milhão para o etanol. Os setores privados da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, também reagiram negativamente à proposta.

Na Europa, Bélgica, França, Irlanda e Polônia, buscam proteger esse setor, que é mantido com grandes subsídios estatais, e que desta forma deixa de ser competitivo com a produção sul-americana.

Justamente por isso, o Uruguai pretende que produtos lácteos sejam excluídos do acordo. Apesar dos problemas recentes com a exportação de leite para o Brasil, Montevidéo busca um entendimento do MERCOSUL para que esses produtos fiquem de fora do futuro acordo. Produtores lácteos dos países do bloco realizaram encontro no Uruguai com o objetivo de analisar os possíveis prejuízos com a inclusão do setor no tratado.

A Europa produz cerca de 150 bilhões de litros de leite enquanto o MERCOSUL em conjunto chega aos 50 bilhões.

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