Militarização
09/03/2005
Oriente Médio
09/03/2005

Cooperação africana

África quer participar dos esforços pela reconstrução do Haiti

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, realiza visita ao continente europeu. Além dos diversos pedidos de ajuda para o combate á AIDS na região, ele recebeu com entusiasmo o interesse da União Africana em participar dos esforços pela reconstrução do Haiti.

Amorim esteve reunido com o presidente executivo da União Africana, Alpha Omar Konare, e o tema do Haiti foi predominante. Os africanos defenderam a participação de todos os grupos políticos no processo eleitoral que deverá ser realizado no final do ano.

Há consenso entre os líderes da União Africana que a transição haitiana precisa ser bem conduzida para que a instabilidade tenha fim. Da mesma forma em que defendem uma parceria para ajudar o Haiti, os africanos advertem que não se podem tolerar impunidades e abusos dos direitos humanos.

A União Africana estuda a fundação da uma casa de cultura africana na capital haitiana, Porto Príncipe. A construção da casa seria feita em parceria com o Brasil. Para Celso Amorim, essa parceria tem tudo para dar certo, até por conta do idioma, uma vez que os africanos falam o francês, língua predominante no Haiti.

Segundo ele, “será muito interessante a ajuda de alguém que entende a maneira de ser dos haitianos e o fato de compartilharem a mesma língua também pode ser muito útil. A União Africana compartilha conosco a visão de que, independente do que aconteceu, inclusive as circunstâncias da saída de Aristide, o momento é de seguir em frente.”

Recentemente, Celso Amorim defendeu a renovação do mandato da missão brasileira no Haiti com o aumento do efetivo militar para garantir a segurança e a transparência nas eleições previstas para dezembro.

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