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15/03/2005
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15/03/2005

Cooperação

América Latina não está livre do terrorismo

Depois das reuniões do Clube de Madri, presidido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, agora é a vez dos ex-presidentes ibero-americanos concluírem que a América Latina não está imune ao terrorismo. No entanto, isso não significa que todo mundo vai entrar na luta contra o terror imaginada e concebida pelos Estados Unidos.

Os ex-presidentes estiveram reunidos no Uruguai, por ocasião da XII reunião do Círculo Montevidéu. Eles concluíram que é necessário dar uma resposta global as ameaças de atos terroristas na região. O ex-presidente uruguaio, Julio Maria Sanguinetti foi claro. Segundo ele, “não estamos vacinados nem somos imunes. Esta é uma ameaça universal”.

Além dos ex–presidentes ibero-americanos, participaram dos dois dias de debates, personalidades internacionais como o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento [BID], Enrique Iglesias.

Para a maioria dos presentes, o 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e o 11 de março de 2004 na Espanha, conformaram um quadro novo de instabilidade em todo o mundo. Para Enrique Iglesias, apenas o estreitamento das relações multilaterais e soluções globais, são capazes de fazer frente ao terrorismo.

Durante o encontro, criou-se a Fundação Global Democracia e Desenvolvimento [Funglode], que será dirigida pelo presidente dominicano, Leonel Fernández. Ele terá como conselheiros, os ex-presidentes da Colômbia, Belisario Betancur, do Brasil, Fernando Henrique Cardoso e da Costa Rica, Oscar Arias.

Presidente do Clube de Madri, Fernando Henrique afirmou que não há alternativa que não seja uma atuação conjunta contra o terrorismo. Segundo ele, “o multilateralismo não é somente uma relação entre Estados, mas também entre agentes da sociedade civil”.

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, que visitará o Brasil e a Argentina este mês, defende mudanças na Junta Interamericana de Justiça e quer as Forças Armadas latino-americanas, adotando a doutrina norte-americana de luta contra o terror.

Ele chegou a afirmar que a usina de Itaipu e o gasoduto Bolívia – Brasil estariam entre os possíveis alvos de terroristas islâmicos. De acordo com autoridades de segurança do Brasil, esta ameaça não existe.

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