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19/04/2005
Relações Exteriores
19/04/2005

Programa Nuclear

Angra 3 é marcada por divergências dentro do governo

Os ministros José Dirceu e Eduardo Campos são favoráveis a conclusão da Usina nuclear de Angra 3, mas a ministra das Minas e energia, Dilma Roussef, é contra.

Ela ganhou o apoio da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, mas a decisão deverá ser política. Em dezembro, o Conselho Nacional de Política Energética, havia recomendado a paralisação das obras.

Enquanto Campos defende que a usina vai dinamizar o Programa Nuclear Brasileiro, a ministra garante que trata-se de uma energia cara e que não justifica os investimentos da ordem de US$ 1,8 bilhão.

Para o ministro da Ciência e Tecnologia, a questão é estratégica e vai colocar o Brasil no mercado mundial do urânio enriquecido.
Segundo especialistas, o setor movimentou no ano passado, cerca de US$ 18 bilhões.

Apenas quatro empresas enriquecem urânio no mundo. O governo espera que a fábrica de enriquecimento de urânio de Resende [RJ], seja viabilizada a partir das encomendas feitas pela usina de Angra 3.

Eduardo Campos também afirmou que o governo gasta mensalmente, US$ 20 milhões apenas para garantir a manutenção dos equipamentos da usina, que se encontram armazenados sob supervisão militar. A Marinha desenvolve uma das tecnologias mais eficientes para a produção do combustível nuclear, no mundo.

Para o núcleo do governo, ao desenvolver o combustível nuclear e construir usinas, o Brasil dá mais um importante passo para obter um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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