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Brasil e Suécia aprovam Plano Estratégico de Cooperação no setor aeronáutico

Brasília – No último dia da missão técnica do governo brasileiro à Suécia, o Secretário-Executivo do MDIC, Marcos Jorge de Lima, e o vice-ministro de Economia e Inovação, Niklas Johansson, aprovaram o Plano Estratégico de Trabalho para os dois países em cooperação aeronáutica no período de 2018 – 2020. O documento estabelece áreas prioritárias de cooperação como redes de comunicação e segurança cibernética; sistemas autônomos; sensores; sistemas intensivos em software, entre outros.

De acordo com Jorge, “é uma parceira de mão dupla com um país que tem mais 200 empresas no Brasil gerando mais de 60 mil empregos e que manifesta formalmente sua intenção de continuar investindo nesta parceria”, afirmou.

O documento foi assinado após a terceira reunião do Grupo de Alto Nível Brasil Suécia em Aeronáutica (GAN), realizada na quinta-feira, 26, no ministério de Economia e Inovação da Suécia, em Estocolmo.  Na abertura da reunião, o vice-ministro Niklas Johansson, se disse impressionado com o amplo escopo das medidas e projetos em andamento, com destaque para a vinda de engenheiros brasileiros para Linköping, a 160 km da capital sueca, onde estão sendo construídos os primeiros caças Gripen adquiridos pela Força Aérea Brasileira.

Em 2018 deverá ter início a implementação do Plano Estratégico dando continuidade aos projetos já iniciados e priorizando as áreas elencadas. Estão previstas mais quatro reuniões do comitê para realizar o acompanhamento. A próxima reunião do GAN será realizada no Brasil, em novembro de 2018.

GAN 

O Grupo de Alto Nível de Cooperação em Aeronáutica  foi criado pela Comissão Mista de Cooperação Econômica, Comercial e Tecnológica Brasil-Suécia (Comista), e pode ser considerada um desdobramento da compra de 36 aviões de caça suecos realizada pelo Governo brasileiro. O órgão que coordena o GAN, no Brasil, é o MDIC.

O MDIC informou que uma das principais razões para a escolha da empresa sueca frente aos demais concorrentes foi a transferência de tecnologia e a possibilidade de inserção das empresas brasileiras na cadeia de fornecimento global da Saab, por meio da fabricação de alguns componentes do caça Gripen NG, proporcionando, ao Brasil, o acesso a novos mercados.

O objetivo do Grupo é promover a cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação, entre academia, indústria e os governos, apoiando iniciativas para criação conjunta de projetos, estudos e outras atividades no setor aeronáutico.

O Saab 6001 será o primeiro dos 36 caças comprados em 2014 pela Força Aérea Brasileira (FAB) a ficar pronto. Ele está em fase final de montagem. Segundo o cronograma oficial, a FAB deve começar a receber os primeiros Gripen a partir de 2019.

Parte dos aviões está sendo desenvolvida em conjunto com a brasileira Embraer. A previsão é de que sejam construídos no Brasil oito caças monopostos (com um assento), e sete caças bipostos (com dois assentos). A Embraer já participa ativamente do projeto de transferência de tecnologia, que foi iniciado há cerca de um ano com a ida de mais de 100 engenheiros brasileiros para a Suécia.

Durante a visita, o MDIC também pediu detalhes acerca da fábrica que a Saab pretende instalar em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. Segundo os suecos, a fábrica brasileira deve começar a funcionar em 2019, após a seleção da propriedade e preparação da infraestrutura do local.

Cooperação aeronáutica

O principal marco no processo de transferência de tecnologia do projeto Gripen NG entre Brasil e Suécia foi a inauguração do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen, em novembro de 2016, na planta industrial da Embraer em Gavião Peixoto (SP). Com quase 4 mil m² de área construída, o espaço abrigará os equipamentos de testes para o desenvolvimento do Gripen, dentre os quais o simulador de voo que verifica a funcionalidade dos sistemas.

Trata-se do primeiro da lista de 60 projetos de offset (compensações de natureza industrial, tecnológica ou comercial). Quando estiver em pleno funcionamento, o Centro de Projetos deve abrigar em torno de 300 engenheiros e técnicos. Até 2024, 350 profissionais participarão de cursos e treinamentos. Eles são peças-chave para que o país crie competências e capacidades técnicas para, ao final do programa, dominar todo o conhecimento crítico necessário para o desenvolvimento de aviões de caça.

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