Relações Exteriores

Cooperação
07/04/2005
LAAD 205
08/04/2005

América do Sul

Brasil mantém disposição por intermediar a paz na Colômbia

Ganha fôlego proposta feita pelo Brasil no ano passado, de intermediar um acordo de paz entre o governo da Colômbia e as guerrilhas das Farc e ELN, em território brasileiro.

No último encontro que teve com o presidente Álvaro Uribe, em Ciudad Guyana, na Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não medirá sacrifícios para ajudar no combate ao terrorismo e o narcotráfico na região.

A informação ainda não é confirmada oficialmente pela chancelaria brasileira. Os diplomatas brasileiros têm o cuidado de expressar a oferta, deixando claro que somente se viabilizará esse diálogo se houver a plena aceitação das partes envolvidas, seja o governo colombiano como as próprias guerrilhas.

“Somente em conformidade com o governo colombiano é que nós faremos qualquer geste para participar de qualquer negociação”, afirmou Lula. No dia 28 de março, o governo brasileiro teria recebido uma proposta do Exército de Libertação Nacional [ELN], a segunda maior guerrilha colombiana, para que negociasse esse diálogo com Álvaro Uribe.

Pela proposta, Brasil, Venezuela e Espanha estariam sendo chamados para apoiarem o processo de paz. O México também pode participar do processo, embora o governo da Colômbia ainda não tenha aceitado a realização de encontros entre representantes das guerrilhas e autoridades do governo do México, em território mexicano.

O comissário colombiano para a paz, Luis Carlos Restrepo, confirmou que Lula ofereceu ao presidente Uribe, o território brasileiro para que se produzam os encontros necessários para os acordos de paz. O governo brasileiro tem interesse especial em que a Colômbia consiga encontrar uma solução pacífica para os conflitos.

A solução pacífica dos conflitos que já duram mais de 40 anos, seria um marco simbólico no momento em que os países sul-americanos lutam por uma integração física. Para o Brasil, a estabilidade política da região é condição prioritária para o êxito desse projeto.

A participação da Espanha também é considerada fundamental para que se construa a paz na região. Para o Brasil, o fim dos conflitos na Colômbia pode servir como alicerce para a construção definitiva da Comunidade Sul-Americana de Nações.

Lula já propôs a realização de um encontro dos presidentes e ministros da Defesa e Justiça, do Brasil, Colômbia e Venezuela. México e Espanha poderiam integrar o grupo.

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