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20/04/2005
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20/04/2005

Comércio

Brasil pode apoiar candidato dos Estados Unidos à OMC

Depois de frustrada a tentativa de emplacar o novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, o Brasil estuda apoiar o ex-comissário de comércio da União Européia, Pascal Lamy, candidato dos Estados Unidos e dos países que não abrem mão dos subsídios agrícolas, por exemplo.

A escolha deverá acontecer até o final de maio. O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Reinaldo Gargano, que nesta terça-feira participou da reunião dos chanceleres da Comunidade Sul-Americana, pediu o apoio do Brasil ao uruguaio Carlos Perez Del Castillo.

Ainda desgostoso com a forma como o embaixador Luiz Felipe Seixas Corrêa foi eliminado da disputa, o Itamaraty não assumiu nenhum compromisso com Lamy ou Castillo. Pascal Lamy ligou nesta terça-feira e pediu o apoio do Brasil em conversa com o ministro Celso Amorim.

Segundo o chanceler brasileiro, a decisão precisa ser refletida com calma. No início do mês, Lamy foi criticado duramente pelo governo brasileiro ao afirmar em palestra na Europa, que a Amazônia deveria ser transformada num bem público.

A declaração mereceu uma nota oficial de repúdio e o Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, condenou a declaração em audiência pública no Senado. Além de Pascal Lamy e Carlos Perez Del Castillo, também concorre ao cargo com o chanceler das Ilhas Mauricio, Jaya Krishna.

Seixas Corrêa ficou em último lugar na primeira rodada para a escolha do novo diretor da OMC e abandonou a disputa. O Brasil questionou o resultado, mas não recorreu da decisão. Para vários analistas e diplomatas brasileiros, foi a pior derrota da política externa inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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