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BRICS é tema de debate no Senado e presidente da CREDN defende consolidação do bloco

Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) realiza ciclo de debates "O Brasil e a Ordem Internacional: Estender Pontes ou Erguer Barreiras?" 12° Painel - Os Brics e a Ordem Internacional Contemporânea: para onde vão os gigantes emergentes? Mesa: professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), Renato Baumann; presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (CREDN), deputada Bruna Furlan (PSDB-SP); presidente da CRE, senador Fernando Collor (PTC-AL); secretário-adjunto especial da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Marcos Degaut; professor do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP), Angelo Segrillo. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Brasília – O presente e o futuro do BRICS, bloco integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foram discutidos nesta segunda-feira, 18, no 12º Painel do Ciclo de Debates “O Brasil e a Ordem Internacional: Estender Pontes ou Erguer Barreiras?, promovido pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal (CRE). Para a presidente da CREDN, Bruna Furlan (PSDB-SP), “trata-se de um bloco que precisa ser consolidado reafirmando a importância dos países emergentes no novo desenho geopolítico internacional”. A deputada entende que “o BRICS cobra uma atenção diferenciada por parte dos países membros, especialmente neste momento internacional conturbado econômica e politicamente”, destacou.

Participaram dos debates os professores Renato Baumann, do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB); Angelo Segrillo, do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP); e Marcos Degaut, Secretário-Adjunto Especial da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE). Os três reconheceram que o BRICS como bloco ainda não tem objetivos claros, apesar de o agrupamento ter nascido em 2006.

Os países que integram o BRICS respondem por 42% da população mundial, 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta e 53% das reservas econômicas mundiais. De acordo com Renato Baumann, China, Rússia e Índia são possuidoras de armamentos nucleares e a China é muito mais forte economicamente que os demais membros do bloco. Na sua avaliação, o Brasil também precisa decidir o que espera do BRICS. Na mesma linha, Angelo Segrillo explicou que o BRICS não é um bloco econômico nem uma entidade jurídica institucionalizada e que os países que compõem o grupo são nações grandes e hegemônicas em suas respectivas regiões, porém têm entre si disparidades econômicas e geopolíticas, o que dificulta as relações, principalmente econômicas. O Secretário-Adjunto Especial da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcos Degaut, reiterou que o BRICS não é um bloco comercial nem uma aliança geopolítica, mas pode ser visto como um instrumento importante de cooperação entre essas nações.

O 13º painel será realizado em 2 de outubro, às 18h, e terá como tema “O lugar do Brasil em um mundo de transformações”.

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