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CNI defende Brasil e Alemanha na liderança do acordo MERCOSUL-UE

Brasília – MERCOSUL e União Europeia devem alcançar um bom acordo de livre comércio até dezembro deste ano. Essa é a expectativa do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, que destacou o apoio dos setores privados de Brasil e Alemanha, as duas maiores economias dos blocos, na conclusão do tratado. O presidente da CNI participou da abertura do 35º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA), em Porto Alegre (RS).

De acordo com a CNI, o EEBA é o maior evento da agenda bilateral brasileira e ocorre pela iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias Alemãs (BDI), em parceria com a Associação das Câmaras de Comércio Alemãs no Brasil (AHK) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Nesta edição, o encontro trata sobre “Parceria Brasil e Alemanha: novas oportunidades de cooperação” e reúne mais de dois mil empresários e membros dos dois governos no Centro de Eventos da FIERGS.

Robson Braga de Andrade destacou ainda a importância do apoio da Alemanha ao processo de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O pedido foi formalizado pelo governo brasileiro em abril. Para o presidente da CNI, a adesão do Brasil à OCDE é fundamental para que o país possa, de forma célere, concretizar as mudanças necessárias em questões regulatórias, políticas macroeconômicas, trabalhistas e ambientais.

Além disso, a CNI avalia que a celebração de uma Convenção para Evitar a Dupla Tributação da Renda entre Brasil e Alemanha é medida prioritária, devido ao potencial de aumentar a segurança jurídica e a competitividade das empresas nos negócios bilaterais. Na avaliaçãon de Robson Braga de Andrade, o momento atual, com a formalização do pedido de adesão à OCDE, apresenta oportunidades para negociar um acordo para evitar dupla tributação, ao permitir a rediscussão de cláusulas do modelo brasileiro, que deve aproximá-lo do alemão. “Também é importante renegociarmos o acordo de previdência social, para ampliarmos o prazo para a continuidade da aplicação da legislação do país de origem ao trabalhador expatriado de dois para cinco anos”, afirmou.

MERCOSUL – UE

Durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado em Porto Alegre, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, manteve agendas privadas com autoridades alemãs onde reforçou a importância de anunciar um acordo político entre o MERCOSUL e a União Europeia ainda este ano.

Na conversa com  o vice-ministro da Economia e Energia da Alemanha, Mathias Machnig, Marcos Pereira disse que o Brasil finalizou no dia 10, mais uma rodada de negociações entre os blocos, em Brasília. “Estamos, juntamente com os parceiros do MERCOSUL, comprometidos com o avanço das negociações. Diante dos desafios apresentados, como a bem conhecida insuficiência da oferta agrícola por parte da União Europeia, torna-se ainda mais importante o firme posicionamento do setor industrial alemão em favor do acordo”, afirmou o ministro. O vice-ministro alemão reafirmou o apoio ao acordo e à candidatura do Brasil à OCDE.

Marcos Pereira reuniu-se, ainda, com o presidente da Federação das Indústrias da Alemanha (BDI, na sigla em alemão) para a América Latina, Andreas Renschler, e com o membro do Conselho da BDI, Stefan Mair.

Ele lembrou que o primeiro acordo de livre comércio do MERCOSUL com países desenvolvidos trará enormes vantagens para os dois lados, e fez um apelo às autoridades alemãs: “Solicito aos senhores que se façam ouvir, junto a seus parceiros da UE, como apoiadores desse acordo. Este encontro é uma resposta aos movimentos contrários ao livre comércio e à integração econômica, fomentando a cooperação e comprovando que há apoio de nossos setores privados a uma maior interação de nossos mercados”, afirmou, ressaltando estar seguro de que há espaço para impulsionar ainda mais os fluxos bilaterais de comércio e investimento.

Intercâmbio Comercial

A Alemanha é atualmente o quarto país com o qual o Brasil realiza trocas comerciais, sendo o principal parceiro brasileiro no continente europeu. O intercâmbio com a Alemanha representa 21% da corrente comercial que o Brasil tem com toda a União Europeia.

De janeiro até outubro deste ano, o Brasil exportou US$ 4 bilhões para a Alemanha. No mesmo período, importou quase US$ 7,7 bilhões, consolidando a Alemanha como o quarto fornecedor de bens, superado apenas por China, Estados Unidos e Argentina.

Investimentos

Na década de 50, os investimentos alemães formaram a base do que viria a ser a indústria siderúrgica nacional. Houve importantes investimentos na instalação de montadoras como a Mercedes-Benz (1955) e da Volkswagen (1959) no país, contribuindo para a formação da indústria automotiva no Brasil. Hoje, as empresas alemãs no Brasil são responsáveis por cerca de 10% PIB industrial do país, segundo estimativa da Câmara Brasil – Alemanha. Ainda segundo a Câmara, estariam instaladas, somente em São Paulo, mais de 900 subsidiárias de empresas alemãs de diferentes setores da indústria e de serviços fazendo da capital paulista a maior cidade industrial alemã fora da Alemanha.

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