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08/03/2005
Governo
09/03/2005

América do Sul

Congresso boliviano rejeita renúncia e Mesa segue presidente da Bolívia

O Congresso da Bolívia não aceitou a carta de renúncia do presidente Carlos Mesa e o manteve no cargo, depois de dois dias de muita tensão e expectativas. A oposição acusa Mesa de ter armado uma estratégia para permanecer no cargo com força e poder político, que não tinha até admitir a renúncia.

Além de rejeitar a renúncia de Carlos Mesa, os parlamentares aprovaram um documento denominado “Acordo Ante a Nação”, que obriga o Congresso a aprovar imediatamente à chamada lei de hidrocarbonetos, realizar um referendo autonômico, eleição de prefeitos e a convocação de uma assembléia constituinte.

O texto também faz menção a preservação da tranqüilidade e da estabilidade democrática no país. Argentina, Peru, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos, Brasil e vários organismos internacionais expressaram respaldo ao presidente Carlos Mesa, que tem mandato até 2007.

Os presidentes de Venezuela, Hugo Chávez; Colômbia, Álvaro Uribe; Peru, Alejandro Toledo; Argentina, Néstor Kirchner; Costa Rica, Abel Pacheco, e o secretario adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, Roger Noriega, conversaram com Mesa para expressar solidariedade e apoio.

Até a tarde desta segunda-feira, o assessor internacional da presidência, Marco Aurélio Garcia, garantia que o presidente Lula não havia conversado com o colega boliviano, o que poderia ocorrer após a decisão do Congresso local.

Os presidentes da Corporação Andina de Fomento [CAF], Enrique García; do Banco Interamericano de Desenvolvimento [BID], Enrique Iglesias, e o presidente regional do Banco Mundial para a América Latina, Marcelo Giugale, também manifestaram apoio ao presidente Carlos Mesa.

Já o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush fez chegar seu apoio ao colega boliviano, através do secretario Roger Noriega, que expressou a solidariedade e a confiança do governo norte-americano, na democracia e na institucionalidade boliviana.

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