Defesa

Segurança Regional
15/03/2005
Imigração
16/03/2005

Venezuela

Estados Unidos acusam Chávez de provocar instabilidades

Desde o final do ano passado, o presidente venezuelano Hugo Chávez vem afirmando que os Estados Unidos planejam matá-lo. Ele chegou a ameaçar cortar a exportação de petróleo para os norte-americanos e tem reforçado suas Forças Armadas para o caso de um novo golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos.

Na semana passada, um agente da CIA, entrevistado numa emissora de televisão de Miami, sugeriu pôr um fim ao mandato de Chávez e chegou a dar detalhes de como isso poderia ocorrer. O governo dos Estados Unidos não comentou tais manifestações.

Agora, Chávez, que terá encontro com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Colômbia, Álvaro Uribe, e o primeiro-ministro espanhol José Luiz Rodriguez Zapatero, no dia 29, em São Gabriel da Cachoeira [AM], quando pretende discutir temas de segurança regional como o combate ao terrorismo, acaba de receber a solidariedade brasileira.

Numa demonstração que o Brasil está definitivamente preocupado com a integração regional, fontes do governo brasileiro consideraram estranhas as acusações vindas dos Estados Unidos, de que Chávez é um fator de desestabilização para a América do Sul. Para o governo Lula, ele não é.

Segundo o assessor internacional da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, as declarações feitas nos Estados Unidos, de que Chávez provoca mais instabilidade nos países instáveis, “é um despropósito de algum funcionário mal informado”, afirmou nesta terça-feira.

Ele se referia as acusações feitas pelo subsecretário adjunto de Assuntos do Hemisfério Ocidental, do Secretário de Defesa, Roger Maurer, Na segunda-feira, ele afirmou ao jornal Financial Times, que Hugo Chávez é um problema porque está usando sua influência e dinheiro do petróleo, para fazer valer seu estilo conflitivo na política dos outros países.

Roger Maurer também confirmou que o governo Bush já está desenvolvendo uma estratégia que visa conter os esforços de Chávez para desestabilizar os países latino-americanos. Ele não deu detalhes dessa estratégia.

Segundo Marco Aurélio Garcia, “Chávez não só é um presidente democrático como já reafirmou esse caráter duas vezes, com a realização do plebiscito revocatório do próprio mandato e nas eleições municipais realizadas posteriormente”.

Garcia considerou estranhas as declarações feitas pelos Estados Unidos, principalmente depois que o país atuou na criação do Grupo de Amigos da Venezuela junto com o Brasil, há dois anos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *