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09/03/2005
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09/03/2005

Força Aérea

FAB quer resolver compra dos caças até o mês de abril

O governo brasileiro decidiu cancelar através de uma carta, a licitação para a compra de 12 a 24 aviões de caça para a Força Aérea Brasileira, depois de quase dez anos de processo e análises.

O Tenente-Brigadeiro-do-Ar José Carlos Pereira, Comandante do Comando-Geral de Operações Aéreas [COMGAR], da Força Aérea Brasileira, afirmou em entrevista publicada no sítio Defesa Net, que a Aeronáutica continua estudando as opções do mercado.

Segundo ele, a FAB pode adquirir aviões Mirage 2000 da Força Aérea francesa, comprar aviões nos Emirados Árabes ou modelos F-16 que, de acordo com ele, estariam sobrando na Europa. O comandante José Carlos Pereira também não descartou o Sukhoi 27, o Kfir israelense e o Cheetah da África do Sul.

Ele defende uma tomada de decisão rápida. Prevê-se que a solução poderia ser anunciada até o final do mês. Para o Tenente, o importante é que a decisão seja rápida e tranqüila.

No entanto, a decisão seria transitória. A modernização dos caças viria efetivamente em até quatro anos, como defende o ministro da Defesa, José Alencar.

Isso significa que, tomada a decisão, o governo vai continuar trabalhando para oferecer à Força Aérea, uma frota de caças supersônicos moderna. O fundamental para o Tenente José Carlos, é que a decisão, ainda que transitória, seja aceitável economicamente e em termos de segurança para a FAB. Segundo ele, “é importante ter no nariz do avião um excelente radar e sob as asas mísseis BVR, o resto é luxo”.

Ele também esclareceu que o F-5 BR pode ser este avião e que não havria qualquer problema em deslocá-lo para a Base Aérea de Anápolis [GO]. A Embraer trabalha na modernização desse modelo. Caso a opção da Aeronáutica seja pelo F-5, a FAB teria de comprar entre 5 e 10 aviões.

Seriam aeronaves usadas a bom preço que estariam sendo oferecidas ao país. O primeiro F-5 BR, modernizado será recebido pela FAB entre os dias 15 e 18 deste mês. O Tenente José Carlos revelou ao editor do sítio Defesa Net, Nelson Düring, que no dia 31 de julho, deixará o comando do COMGAR, depois de quatro anos.

“Avançamos muito na área de Comando e Controle. Hoje, se a FAB precisar liderar comandar forças aéreas estrangeiras, inclusive forças de primeiro mundo, não haverá problema, nós temos competência para isso. Tem pessoal treinado para isso, em condições de comandar, mesmo uma Força Aérea avançada. Foi um salto muito grande, que nós demos. Avançamos também no campo tático. O setor de material não evoluiu muito, devido as limitações naturais do país”, revelou.
Acesse a entrevista na íntegra através do endereço www.defesanet.com.br

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