Amazônia
26/03/2005
Cooperação CAN – OTCA
28/03/2005

Cooperação

Governador defende ações integradas em defesa da Amazônia

Há cerca de três semanas, o tema da internacionalização da Amazônia tem repercutido intensamente no Brasil e fora dele. O governo manifestou-se através do Itamaraty, que em nota oficial, defendeu a soberania brasileira em relação à floresta.

Para a Secretária-Geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica [OTCA], Rosalía Arteaga, “a Amazônia é importante para o mundo inteiro, mas a Amazônia é dos países e dos povos que têm participação na Bacia Amazônica”.

Ela falou sobre o tema em entrevista ao InfoRel, e no rádio-documentário Amazônia – Terra Cobiçada, produzido pela Radiobrás.

Arteaga destacou a forma como os presidentes dos países amazônicos colocaram o tema em discussão, através de um relacionamento direto, e minimizou os efeitos negativos, para a Amazônia, quanto à presença de tropas norte-americanas no Equador, Guiana francesa e Colômbia, e que a OTCA, mantém uma relação de respeito à soberania dos países que a integram.

Ela manifestou grande preocupação com as queimadas, a biopirataria, a atuação das madeireiras, e a expansão das fronteiras agrícolas dentro da Amazônia. Por essa razão, a reativação do Parlamento Amazônico será importante para “harmonizar leis, evitar conflitos e, sobretudo, ter marco jurídico adequado para a defesa e utilização sustentável da Amazônia”, afirmou.

Segundo o governador do Amazonas, Eduardo Braga [PPS], as grandes multinacionais estão comprando grandes áreas na região com o objetivo de transformá-las em reservas fundiárias, com as quais pretendem lucrar no futuro. “Nós não precisamos que nenhum estrangeiro venha nos ensinar como administrar a Amazônia”, afirmou.

Em depoimento ao mesmo programa, o governador assegurou que a Amazônia tem sido vítima de “pirataria há muito tempo, em relação a produtos como o cacau, borracha e guaraná.

Eduardo Braga defende a organização de uma ocupação conjunta, econômica e agroindustrial, para que sejam assegurados os empregos e a renda dos trabalhadores da região.

Ele enfatizou que as relações do Brasil com os países amazônicos com os quais faz fronteira [Peru, Colômbia e Venezuela], são muito boas e ajudam nesse entendimento sobre a região.

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