Relações Exteriores

Diplomacia
16/03/2005
América do Sul
16/03/2005

América do Sul

Líder na Câmara desqualifica ‘denúncia vazia’ e vínculo entre Farc e PT

Recém eleito líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, o deputado paraense Paulo Rocha, afirmou que as acusações de vínculos políticos e financeiros entre o PT e a Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia [Farc], não passam de mais uma denúncia vazia e um ataque infundado da oposição.

Em reportagem de capa desta semana, revista Veja denuncia as ligações ‘explosivas’ entre o Partido dos Trabalhadores e as Farc, sugerindo, sem provar, que o PT teria recebido cerca de US$ 5 milhões da guerrilha para a campanha eleitoral de 2002. “A própria revista admite que não há documentos que comprovem qualquer insinuação dessa natureza”, afirmou Paulo Rocha.

Ele reconheceu que no governo passado, representantes das Farc tentaram estabelecer contatos e até mesmo uma representação diplomática no Brasil, o que não foi aceito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também admite que parlamentares do partido tenham se reunido com o então ‘diplomata’ das Farc no Brasil, Olivério Medina, que chegou a ser preso em Foz do Iguaçu [PR].

Segundo Paulo Rocha, “encontros podem ter existido, mas não há nenhuma relação política e financeira com o PT”, garantiu.
Paulo Rocha não vê razões para a instalação de uma CPI sobre a denúncia, embora deputados e senadores da oposição estejam colhendo assinaturas para a abertura de uma investigação mista.

“A CPI é um instrumento sério e não pode ser banalizada a partir de uma denúncia vazia”, disse o deputado, afirmando que o PT não vai assinar nenhum pedido de CPI neste sentido.

Ainda em 2002, durante a campanha, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva em comum acordo com a cúpula petista, distribuiu uma nota extensa sobre as especulações que haviam na época, sobre o recebimento de recursos financeiros vindos das Farc.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *