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Mais de 10 mil medidas protecionistas em todo o mundo desde 2008

Marcelo Rech, especial de Madri –

No dia 8 de março, o mundo todo reagiu ao anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de que iria impor tarifas de 25% para as importações de aço e 10% para o alumínio, como forma de proteger o mercado dos Estados Unidos. No entanto, trata-se de uma medida a mais entre as 10.035 aprovadas em todo o mundo desde 2008 como resposta à crise.

Os números são do think tank Global Trade Alert, um centro de estudos independente que nasceu em 2009 ao se perceber que a crise levaria os países a adotarem políticas parecidas com aquelas implementadas nos anos 30, apesar de os países do G-20 terem assegurado em 2008, em Washington, que não haveria mais protecionismo.

No mesmo período, foram aprovadas apenas 3.544 normas liberalizadoras. Para a Global Trade Alert, a crise reavivou com força os nacionalismos político e econômico. Do total de 10.035 medidas protecionistas, 16,2% se referem à importação de produtos; 15,2% à indústria financeira; 12,5% contra o dumping; e 6,8% consiste em subsídios dos Estados Unidos.

Aliás, os Estados Unidos lideram o ranking com 1.435 medidas protecionistas emitidas no período pesquisado, seguido pela Alemanha com 854; Índia com 797; Rússia com 597; Argentina com 521; Brasil com 465; Reino Unido com 400; Japão com 398; Itália com 344; China com 313; França com 310; Indonésia com 303; logo Suíça com 291; Polônia com 284; e Espanha com 268.

Na Europa, as reações contra o anúncio de Trump têm sido extremamente duras. No entanto, a União Europeia tem tratado de proteger o seu setor siderúrgico frente à concorrência com a China. Nas eleições de 2012, na França, os quatro principais candidatos à presidência defenderam medidas protecionistas. No ano passado, essa situação se manteve.

A percepção geral dos analistas europeus é que essas medidas provocarão sérios danos à economia mundial, especialmente para os países mais pobres e as nações emergentes. Além disso, os países que tendem a proteger mais, são igualmente afetados, pois aumentam os custos para os seus cidadãos e não se traduzem em mais empregos.

O ministro espanhol de Economia, Román Escolano, afirmou que a União Europeia deve reagir unida frente as medidas anunciadas por Donald Trump. Na sua avaliação, “o protecionismo é sempre um erro e os Estados Unidos com a União Europeia não podem entrar em uma guerra comercial”.

Escolano que acaba de assumir o cargo, explicou ainda que a Espanha sempre defendeu o livre comércio e que apoia todos os esforços para que a Comissão Europeia firme o TLC que é negociado com o MERCOSUL desde 1999.

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