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Bolívia

Ministra garante que crise boliviana não vai interromper fornecimento de gás

O Congresso boliviano rejeitou a renúncia do presidente Carlos Mesa, mas a crise boliviana está longe de uma solução. A oposição liderada pelo deputado Evo Morales não aceitou a decisão e promete manter a ofensiva para derrubar o presidente ou modificar as leis sobre exploração de gás e petróleo.

Enquanto Mesa defende o respeito aos contratos já firmados, Morales quer uma revisão dos contratos argumentando que a pobreza da Bolívia está diretamente ligada à exploração internacional das reservas energéticas bolivianas.

Para o governo brasileiro, que acompanha com preocupação e expectativa o desenrolar da crise, a instabilidade política interna da Bolívia não vai interromper o fornecimento de gás natural boliviano ao país.

Segundo a ministra Dilma Roussef, “a Bolívia tem sido impecável no fornecimento de gás natural, e em nenhum momento recente, mesmo quando ocorreu à substituição do presidente em 2003, houve interrupção no fornecimento”. Para Dilma Roussef, não há motivos para se acreditar que possa haver a suspensão do gás, no que se refere aos aspectos comercias.

“O que desejamos é, do ponto de vista da importância da Bolívia na estruturação energética do Mercosul, que o país se estabilize e se desenvolva, e que as coisas sejam as melhores possíveis para o povo boliviano”, afirmou. Para o governo brasileiro, a Bolívia é um parceiro estratégico em projetos na área energética.

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