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Justiça Global

Missão no Haiti é criticada quando morre o primeiro soldado de paz

Nesta quarta-feira, será lançado o relatório do Centro de Justiça Global da Universidade de Harvard [Estados Unidos], denunciando que a missão da Onu no Haiti, comandada pelo general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro, permite abusos, favorece a impunidade e contribui com a crescente violência no país.

A notícia não poderia vir em pior hora. Neste domingo, soldados da MINUSTAH, travaram a mais dura batalha nestes 10 meses de missão. Um soldado do Sri Lanka morreu no combate travado no bairro de Petit-Goave, em Porto Príncipe. Outros três soldados da missão ficaram feridos e dois ex-militares haitianos morreram na troca de tiros.

O combate foi com ex-soldados do extinto Exército haitiano. Eles haviam tomado uma delegacia no bairro e a missão da ONU foi deslocada para a região com o objetivo de evacuar a delegacia. Este foi o confronto mais grave que a força da ONU, composta por 7.400 homens, foi obrigada a travar no Caribe.

Ainda segundo o documento, intitulado “Mantendo a Paz no Haiti?”, a MINUSTAH tem sido incapaz de estabilizar o país, proteger a população e impedir que haja violação dos direitos humanos. Os três principais eixos da missão também não estariam sendo cumpridos, quais sejam: prover um ambiente seguro e estável, através do desarmamento; apoio ao processo político; proteção e monitoramento dos direitos humanos.

Soldados brasileiros são acusados pela morte de um menino na favela de Cite Soleil. O menino de dois anos morreu vítima de uma bala perdida. A operação na favela, a maior de Porto Príncipe, era de responsabilidade das tropas brasileiras.

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