Opinião

Mercosul
23/03/2005
PT – Farc
23/03/2005

Estados Unidos

O falcão quer relação de confiança com a América Latina

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld é um dos principais ‘falcões’ do governo Bush. Mantido no Pentágono depois da queda do general Collin Powell, Rumsfeld busca agora, uma relação de confiança e cooperação com a América Latina.

Por trás dessa preocupação está a corrida armamentista iniciada pela Venezuela. Os Estados Unidos não escondem a preocupação com os interesses bélicos de Chávez, mas apostam em Lula e nos governos de esquerda da América do Sul, para controlar os ímpetos do governo bolivariano.

Para o Brasil, a confiança do governo norte-americano é fundamental para sua inserção internacional, mas não dá para acreditar que os Estados Unidos vão apoiar a entrada do país no Conselho de Segurança da ONU, como integrante permanente. Nesse sentido, o Brasil não tem razões para alimentar esperanças e terá de seguir trabalhando em outras frentes.

Nesta segunda-feira, quando chegou ao país, Donald Rumsfeld afirmou que as relações dos Estados Unidos com o Brasil, Argentina, Chile e Uruguai são muito boas. Resta saber o que acontecerá se o governo de Tabaré Vazquez resolver privilegiar o Mercosul em detrimento dos acordos bilaterais firmados pelo antecessor Jorge Battle, com os Estados Unidos.

Embora tenha reconhecido o importante papel do Brasil à frente da missão de paz da ONU no Haiti, Rumsfeld colocou em dúvida se as tropas comandadas pelo Brasil, realmente tem condições de estabilizar o país e permitir o mínimo de segurança para a realização de eleições em novembro e dezembro.

O assunto será discutido no âmbito do Conselho de Segurança em junho, quando a missão poderá ser prorrogada. Será decidido ainda, se o general Augusto Heleno Ribeiro, será mantido no comando das tropas internacionais.

No entanto, os Estados Unidos reconhecem que a missão no Haiti possui características importantes por ser integrada basicamente por forças latino-americanas. Ele discutiu o assunto com o ministro da Defesa argentino, José Pampurro.

Por outro lado, os Estados Unidos querem conhecer detalhes sobre a Cúpula América do Sul – Países Árabes, que será realizada com o patrocínio do Brasil, em Brasília, no mês de maio. Os norte-americanos não admitem que o evento sirva para denunciar a política pró-Israel dos Estados Unidos no Oriente Médio.

Essa história de estreitamento das relações comerciais e culturais não é bem digerida pelos Estados Unidos. Além disso, existe essa obstinação por um atuação militar na chamada Tríplice Fronteira.

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