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Peru impulsiona medidas anticorrupção na Cúpula das Américas

Brasília – A ministra de Relações Exteriores do Peru, Cayetana Aljovín, concluiu nesta segunda-feira, 29, sua visita de trabalho a Washington com o propósito de informar aos organismos internacionais e instituições da sociedade civil acerca dos preparativos do governo peruano para garantir o êxito da próxima Cúpula das Américas que se realizará nos dias 13 e 14 de abril em Lima.

Na capital norte-americana, a chanceler peruana manteve reunião de trabalho com o Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, com quem coincidiu em fortalecer, durante o evento, os mecanismos institucionais existentes para promover resultados específicos, capazes de ir além das declarações protocolares e formais no âmbito da Cúpula.

De acordo com Aljovín, “tivemos uma visita que nos permitiu ratificar o interesse regional que existe sobre a temática da Cúpula, que estará centrada nesta ocasião, na governabilidade democrática frente à corrupção”. Neste sentido, a OEA pretende trabalhar com os países que conformam o bloco, em defesa de uma agenda multilateral, própria do Século 21.

O encontro ocorre em um momento conturbado para o governo peruano. No dia 22 de dezembro passado, o presidente Pedro Pablo Kuczynski conseguiu escapar da destituição graças a uma aliança que envolveu o filho de Alberto Fujimori, o deputado Kenji Fujimori, e um indulto ao ex-ditador condenado por crimes de lesa humanidade, concedido no dia 24.

A decisão de PPK resultou na renúncia de vários dos seus ministros. Ele é acusado de ter-se beneficiado de um esquema de corrupção liderado pela brasileira Odebrecht. O escândalo pôs na cadeia o ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa, Nadine Heredia. O também ex-presidente Alejandro Toledo está foragido nos Estados Unidos e Alan García é investigado, todos pelo mesmo caso.

Nos dias 19 e 21, o Papa Francisco, em visita ao Peru, tratou do assunto com autoridades da Igreja e em duas missas, criticou o “vírus da corrupção” que assola a América Latina. Em sua despedida do país, Francisco não permitiu que Kuczynski lhe beijara o anel papal.

Diálogo

Ainda em Washington, Cayetana Aljovín reuniu-se com os presidentes do Diálogo Interamericano, Peter Hakim e Michael Shifter, com o objetivo de impulsionar a cooperação e as alianças com setores da sociedade civil, interessados em participar ativamente da Cúpula das Américas. O Instituto InfoRel de Relações Internacionais e Defesa também é parte deste processo e deverá integrar o grupo de think tanks latino-americanos em Lima.

Segundo o Embaixador do Peru nos Estados Unidos, Carlos Pareja, “avançamos na discussão de uma agenda comum que integre as expectativas da sociedade civil no Hemisfério e signifique a adoção de programas específicos de ação”, explicou. Ele informou ainda que Aljovín seguirá discutindo os preparativos do evento em coordenação com os demais líderes regionais.

Nos dias 5 e 6 de fevereiro, ela se reunirá em Lima com o Secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, para tratar sobre os mecanismos que permitam alcançar resultados concretos e tangíveis nesta Cúpula e que beneficiem os países do Hemisfério Ocidental.

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