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Produtores de castanhas da Bolívia abandonam o Chile e privilegiam o Brasil

Brasília – Produtores de castanha da Bolívia decidiram abandonar o porto de Arica no Chile para privilegiar os negócios com o Brasil através da rota alternativa que permite economizar tempo e reduzir a distância de transporte para a exportação ao mercado europeu. Na última quarta-feira, 16, a Câmara de Exportadores do Norte (Cadexnor) enviou os primeiros conteiners para o Brasil.

De acordo com o presidente da Cadexnor, Agustín Vargas, “os produtores de castanha estão retomando a rota alternativa Bolívia – Brasil compreendida por Riberalta, Guayaramerín, Porto Velho e Manaus, para exportar o nosso produto aos mercados da Europa”, confirmou.

Vargas explicou ainda que esta via foi muito utilizada à época da borracha há cerca de 90 anos. Considerando este antecedente, os produtores de castanha decidiram retomar esta opção para constatar quanto tempo leva para que o produto alcance os portos do Atlântico.

Além disso, informou que os conteiners que saem via Arica, no Chile, demoram até 75 dias para chegar à Europa quando pelo Brasil, este mercado poderia ser alcançado em no máximo 45 dias.  Agustín Vargas assegurou que a entidade coordenou essas ações com as autoridades bolivianas e brasileiras e destacou que o vice-governador de Rondônia, Daniel Pereira, é um dos grandes entusiastas. Atualmente, a via é utilizada apenas por produtores brasileiros.

A Câmara de Exportadores do Norte comercializa em torno de 25 mil toneladas de castanhas por ano mediante os portos de Arica. No entanto, neste ano, houve uma crise em toda a Amazônia e por isso se prevê enviar ao mercado internacional entre 45% e 50% do produto.

A castanha boliviana é enviada para os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Rússia e Coreia do Sul e o país já é o principal exportador mundial do produto desde 1996. O Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE) indicou que a exportação da castanha já representa 75% do movimento econômico do norte do país, especialmente dos departamentos de Pando, Beni e La Paz.

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