Opinião

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Governo

Reforma Ministerial cria tensão e expectativa na Esplanada

Embora dos ministros, sobretudo aqueles que estão com os cargos ameaçados pela Reforma Ministerial, garantam que o ritmo de trabalho é normal, há muita tensão e expectativa pelo anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Numa demonstração da força que começa a recuperar, José Dirceu tem sido um dos principais articuladores das mudanças. O outro é o ministro da Fazenda, Antônio Palocci.

Durante a posse do presidente uruguaio Tabaré Vazquez, Lula afirmou que não havia data para anunciar ou concluir a reforma. Nesta terça-feira, surgiu a informação de que o anúncio poderia ser feito na sexta-feira.

Os ministros que cotados para caírem, pediram ao presidente para que promova as mudanças de uma vez. Até mesmo eles estão cansados pela demora e as especulações.

Dirceu e Palocci que comandam também os gastos do governo estão sintonizados pelo menos em uma questão: é preciso aumentar a capacidade executiva do governo. As ações precisam ser concretas e apresentar resultados imediatos.

Com o arquivamento do processo por crime de responsabilidade pelo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti [PP-PE], Lula passa a ter um débito concreto com o partido que já ganharia um lugar na Esplanada. Porém, ainda não se sabe o quê. Há muita especulação e notícias plantadas sobre remanejamento de ministros, trocas e convocações.

A única certeza que existe é que a senadora Roseana Sarney ganhará um lugar na equipe. Os mais cotados para caírem são Olívio Dutra, que poderia ir para a embaixada brasileira no Uruguai; Humberto Costa, da Saúde; Ricardo Berzoini, do Trabalho; Aldo Rebelo, da Coordenação Política; José Fristch, da Pesca e Amir Lando, da Previdência.

Aldo Rebelo, que já dá sinais de cansaço na luta contra as sabotagens do PT, pode retornar à Câmara para ser o líder do governo, posto que foi ignorado por João Paulo Cunha. Caso essa alternativa seja viabilizada, Rebelo passaria a er dois ‘chefes’: João Paulo e José Dirceu.

Mas é possível que Lula surpreenda e anuncie mudanças que não estão sendo cogitadas. Se dependesse apenas dele, o PT perderia a maioria das pastas que ocupa.

O problema é que o PT quer um governo de coalizão sem abrir espaços. Pior que isso, só o domínio do PT paulista em relação aos demais petistas.

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