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22/03/2005
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22/03/2005

Haiti

Violência cresce e ameaça missão de paz da ONU

A violência dos ex-militares haitianos, instigados pelo ex-presidente Jean Bertrand Aristide, pode colocar em risco o êxito da missão de estabilização da ONU no país. A missão é comandada pelo general Augusto Heleno Ribeiro. No último final de semana, dois soldados da MINUSTAH, foram mortos por milícias pró-Aristide.

O general garante que não há feridos brasileiros, mas admite que a situação no país é preocupante, principalmente depois que o ex-presidente exortou seus aliados a enfrentarem a MINUSTAH como uma força de ocupação do Haiti, e não uma missão de paz.

Augusto Heleno Ribeiro também criticou o relatório do Centro de Justiça Global da Universidade de Harvard. Segundo o relatório, a MINUSTAH estaria violando os direitos humanos e não teria condições de estabilizar e pacificar o país.

Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que, “os fatos relatados ali não têm fundamento e contrariam tudo o que foi dito até hoje, relativo à missão, bastante elogiada por sinal. Lamento o relatório e tudo o que posso dizer é que, ao contrário, já fomos criticados porque estaríamos sendo econômicos no uso da força”.

O relatório será divulgado nesta quarta-feira. O êxito da missão é fundamental para as pretensões brasileiras em relação à futura reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Itamaraty ainda não decidiu se vai responder ou não ao conteúdo do relatório.

Segundo o ministério das Relações Exteriores, a chancelaria brasileira não foi informada oficialmente sobre o conteúdo do documento, e afirma que o comando da missão é brasileiro, mas não tem poder de polícia.

Quanto ao general Augusto Heleno Ribeiro, seu contrato para comandar as tropas da ONU no Haiti, expira no dia 30 de maio. Ele está no país desde junho passado quando uma resolução das Nações Unidas autorizou o envio de uma missão de estabilização ao país.

De acordo com o general, “tenho um contrato em vigor com as Nações Unidas. Ao final dele, caberá à ONU decidir quem vai enviar para me substituir no posto”.

Ainda no primeiro semestre, o Congresso brasileiro vai precisar analisar a prorrogação da missão brasileira no Haiti, aprovada inicialmente para seis meses. O senador Cristovam Buarque, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado já avisou que o tema será permanente nas discussões da CREDN.

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