O presidente Jair Bolsonaro foi taxativo ao desautorizar aqueles que ocuparam, por cerca de 12 horas, a sede da Embaixada da Venezuela no Brasil, nesta quarta-feira, 13. Além disso, ele ficou especialmente irritado com as manobras que teriam sido executadas por determinação da Embaixadora designada por Juan Guaidó, Maria Teresa Belandria, para ocupar o espaço.

Para o presidente, uma representação diplomática é inviolável e ponto. Não pode, sob nenhuma justificativa, ser palco das cenas lamentáveis registradas, especialmente do lado de fora. Bolsonaro enxergou no episódio, uma tentativa de monopolizar os holofotes no momento que em recebia os Chefes de Estado e de Governo da Rússia, Índia, China e África do Sul.

Importante destacar que, em 4 de junho, uma confusão envolvendo diplomatas brasileiros, colocou Jair Bolsonaro numa tremenda saia justa e o obrigou a receber as cartas credenciais de Belandria, no Palácio do Planalto. Apesar de reconhecer Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela, o gesto é apenas simbólico. Nas relações internacionais não existe a figura do presidente autoproclamado. Menos ainda, a de Embaixadora designada.

Marcelo Rech – 14/11/2019