O atual Embaixador do Brasil em Santiago, Carlos Sérgio Sobral Duarte, está em seu terceiro chanceler: Heraldo Muñoz, até o final do governo Bachelet, Roberto Ampuero de março de 2018 a junho de 2019, e Teodoro Ribera a partir dessa data, os dois últimos no governo Piñera. E tem percebido a importância do Brasil para a Política Externa chilena. Ele também reconhece a competência do atual ministro Ribera.

Filiado a uma das três principais agremiações partidárias que dão sustentação ao governo, o atual chanceler tem experiência parlamentar e trânsito político. De acordo com Duarte, logo que assumiu, uma de suas primeiras medidas foi promover reunião com ex-chanceleres, com o intuito de reforçar a ideia de que a política exterior chilena deve constituir, tanto quanto possível, uma “política de Estado”. Procurava assim marcar um contraponto com o período do seu antecessor, em que a política externa fora criticada por haver-se concentrado em excesso na questão venezuelana e por iniciativas como o rechaço ao Pacto de Migrações e ao Acordo de Escazú”, explicou.

Esse reposicionamento, na visão do diplomata brasileiro, significou uma maior ênfase da política externa chilena em temas mais tradicionais, como a busca pela consolidação e expansão de acordos comerciais, a integração regional, o relacionamento com Argentina, Brasil, Peru, EUA, países europeus e China. “A importância da relação com o Brasil foi sinalizada por Piñera logo no início do seu mandato, ao incluir o país em sua primeira viagem ao exterior como presidente, em abril de 2018. Argentina e Peru também são grandes prioridades para o Chile”, afirmou.

Marcelo Rech – 22/07/2020