Na próxima semana, teremos no dia 21, a Reunião de Cúpula do G-20 sobre Saúde Global. Um dos temas principais será justamente a produção e repartição de vacinas. A maioria dos países não têm condições de comprar e as grandes farmacêuticas, muitas delas estatais, entendem que é hora de se jogar o jogo da geopolítica.

Também no dia 21, teremos a Reunião de Ministros de Meio Ambiente do MERCOSUL que discutirá, entre outros temas, a aceitação de uma proposta europeia, de compromisso adicional com o Meio Ambiente, como condição para a retificação do Acordo Comercial MERCOSUL – UE.

No dia 24, teremos em Quito, a posse do presidente do Equador, Guilherme Lasso, que será fortemente prestigiada por presidentes mais conservadores da região, incluindo Jair Bolsonaro. Lasso venceu em segundo turno e promete endurecer as coisas para a esquerda liderada pelo “procurado” ex-presidente Rafael Correa.

Entre 24 de maio e 1 de junho, teremos a 74ª Assembleia Mundial de Saúde da OMS. O evento acontece em um momento decisivo para a contenção da pandemia e a necessidade de se aumentar a produção de vacinas. A OMS cometeu muitos erros desde o início, mas tem sido politicamente poupada. O evento será uma das últimas oportunidades para que a OMS restaure a sua credibilidade e chame para si a condução do combate ao Covid.

Já entre 25 e 27 de maio, será realizada videoconferência de coordenação intra-MERCOSUL preparatórias para a VI Rodada negociadora com a Coreia. A Argentina, atualmente na presidência do bloco, é contra a assinatura de um acordo de livre comércio com a Coreia. Setores da indústria brasileira também.

No dia 26, a Videoconferência intra-MERCOSUL de chefes-negociadores, será para dar seguimento às negociações com o Canadá, consideradas uma das mais relevantes neste momento.