O Governo iraniano vem dando sinais de que negociações em Viena para a retomada do acordo nuclear com os quatro membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha (P5+1), têm avançado, apesar se supostas dificuldades. Importante destacar que ainda não há diálogo direto entre Irã e EUA, uma vez que há um prazo para fim de arranjo temporário com AIEA, marcado para 23 de maio e que poderá ser prorrogado, em sinal de boa vontade.

Avalia-se haver maiores chances de avanços antes das eleições iranianas, em 18 de junho. Na Europa, analistas asseguram que cerca de 70% dos temas estariam acordados e que há perspectiva de progresso nos assuntos pendentes.

Neste sentido, o Irã trabalha para construir a confiança dos demais parceiros no acordo. Por isso, Teerã sabe que qualquer intervenção mais clara no Iraque, no Líbano ou até mesmo em Israel, seria prejudicial a tal esforço. A falta de “ações desestabilizadoras recentes” parece indicar que o Irã está determinado a retomar a plena vigência do acordo.

Entre outras motivações, isso também reduziria as fortes pressões que as sanções unilaterais têm gerado sobre a economia e sobre o poder de compra e consequente empobrecimento de grande parte da população iraniana.

É bom o Brasil ficar atento. Um acordo do Irã com o P5+1 e a retomada do acordo nuclear pode beneficiar e muito, a economia brasileira em diferentes setores. Hoje, apesar das sanções, o Brasil já é responsável por mais de 40% de todo o alimento que o Irã importa.