Neste final de semana, o Hamas emitiu um comunicado em que assegura a adesão das facções atuantes na Faixa de Gaza, em base mútua e simultânea, ao cessar-fogo mediado pelo Egito, com Israel. De acordo com ambos os lados, o recente conflito deixou um saldo de 232 mortes em Gaza, 75 mil desabrigados e prejuízos da ordem de US$ 250 milhões.

Além disso, os danos provocados às linhas de transmissões, limitou o fornecimento de energia em Gaza a apenas 3 horas por dia. Com isso, também fica prejudicado o sistema de tratamento da água, reduzindo em 40% a disponibilidade de água potável, o que afeta cerca de 800 mil pessoas.

Em Ramallah, onde o Brasil tem um Escritório de Representação, a percepção é de que o Hamas, apesar da retórica triunfalista, esperava pelo cessar-fogo tanto pelas baixas sofridas com os bombardeios israelenses, quanto por entender haver atingido seus principais objetivos políticos. Em Israel, o sentimento é muito parecido. Os objetivos políticos de Benjamin Netanyahu teriam sido alcançados.