Na semana passada, o Parlamento alemão aprovou a Lei sobre diligência devida em cadeias de fornecimento, válida a partir de janeiro de 2023. Com esse instrumento, na prática, a Alemanha dá início ao boicote de produtos brasileiros por meio das redes de supermercados Lidl e Kaufland, por conta das políticas ambientais brasileiras.

As redes Lidl e Kaufland estão presentes em outros países da UE e no Reino Unido, e já mencionam o Brasil em seu relatório de sustentabilidade. O país é vinculado a sete riscos: trabalho infantil (banana e café); direitos trabalhistas (banana, soja, cacau e celulose); uso da terra e desmatamento (banana, café, soja, cacau e celulose); pressão sobre recursos hídricos (banana, café, soja, cacau e celulose); vulnerabilidade climática (café); e discriminação (celulose).

Há informações de que os quatro maiores grupos varejistas da Alemanha (Aldi, Rewe, Lidl e Edeka) subscreveram o “Manifesto do Cerrado” contra a apropriação ilegal de terras para cultivo de soja no Brasil. Trata-se de mais um exercício de pressão contra o país, cuja imagem na Alemanha é devastadora.