No Brasil desde sábado, 31, quando prestigiou a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, reuniu-se nesta segunda-feira, 2, com o colega brasileiro Jair Bolsonaro, a quem reiterou o apoio do seu país à ratificação do acordo de livre comércio firmado entre o MERCOSUL e a União Europeia.

Eles também conversaram sobre a retomada da Cúpula Brasil – Portugal em 2022 e as celebrações do bicentenário da Independência, além dos resultados da recente Cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em julho, em Angola.

No semestre passado, Portugal presidiu o Conselho da União Europeia e uma das suas principais prioridades foi justamente destravar a ratificação do acordo comercial que se encontra na fase de revisão jurídica. Recentemente, a Espanha também defendeu a imediata conclusão do processo. Por outro lado, a França lidera um movimento contrário com a justificativa de que o Brasil não respeita o meio ambiente.

O Brasil também pretende atrair investimentos portugueses. De acordo com o Itamaraty, cerca de 600 empresas de capital português atuam no Brasil. Dados do Banco Central revelam que Portugal é o 16º país de origem dos Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil, com cerca de US$ 10,7 bilhões em estoque de investimentos.

Não por acaso, o presidente português foi apresentado à carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), dedicado a parcerias público-privadas em infraestrutura e desestatização, e na qual Portugal figura como 7º maior investidor.

Atualmente, a balança comercial com Portugal é superavitária para o Brasil com US$ 828 milhões, em 2020. Os principais produtos exportados foram óleos brutos de petróleo (56%), soja (9%), milho (7,6%) e produtos laminados de ferro ou aço (5,8%). Além disso, a comunidade brasileira em Portugal é uma das maiores do mundo e é composta, sobretudo, por estudantes e profissionais liberais.