Relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), aponta que o Brasil está entre os dez países que mais geraram empregos em energia solar fotovoltaica no ano de 2020, ficando em 7º lugar à frente da Alemanha e do Reino Unido. A expectativa é que a energia solar fotovoltaica tenha, cada vez mais, importância para o atingimento das metas de desenvolvimento socioeconômico e sustentável do Brasil.

Além disso, no pós-pandemia, a energia solar contribuirá com a recuperação da economia, sendo a fonte renovável que mais gera empregos no planeta.

De acordo com o relatório da IRENA, o setor de energia renovável gerou 12 milhões de empregos no mundo em 2020, com a participação majoritária da fonte solar fotovoltaica, responsável por mais de 3,9 milhões de postos de trabalho, representando um terço do total.

A informação é especialmente alvissareira no momento em que o país lida com o baixo nível dos reservatórios hidrelétricos, de bandeira vermelha e de tarifa extra de ‘escassez hídrica’ sendo cobrada na conta de luz. No entanto, para que os resultados positivos se tornem realidade, é fundamental estimular o avanço da energia solar, limpa, competitiva e líder na geração de empregos renováveis no mundo.

Levantamento preliminar da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), revela que o Brasil registrou, desde 2012 até final de setembro deste ano, a criação de cerca de 330 mil empregos pelo setor solar. De acordo com a entidade, a fonte fotovoltaica atraiu mais de R$ 57 bilhões em novos investimentos e R$ 15,1 bilhões em arrecadação aos cofres públicos, bem como evitou a emissão de mais de 12,4 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

Imagem: Revista Globo Rural