Na última quinta-feira, 28, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apresentou as boas práticas brasileiras voltadas para a sustentabilidade ambiental do setor agropecuário, durante o seminário “A contribuição do Brasil e da Dinamarca para o Desafio da Oferta Alimentar Sustentável”, realizado em Copenhague. O evento foi organizado pela Embaixada do Brasil na Dinamarca, com o apoio da Apex-Brasil, do Danish Agriculture and Food Council e do Danish Grain and Feed e contou com a participação de autoridades, empresários, investidores e acadêmicos.

Para o Brasil, o mundo precisa frear o aumento da temperatura, mas conciliando com a produção de alimentos para os 2 bilhões a mais de pessoas que virão ao mundo até 2050. Atualmente, o Brasil produz 1 bilhão de toneladas em alimentos, fibras e bioenergia. Isso permite ao país contribuir com a alimentação de 1,5 bilhão de pessoas em 193 países.

Além de descarbonizar a agricultura, o Brasil tem espaço para expandi-la sobre áreas de pastagens degradadas, sem a necessidade de desmatar os principais biomas. Nos últimos 10 anos, foram revigorados 27 milhões de hectares de pastagens e para os próximos 10 anos a meta é recuperar mais 30 milhões. 

Há dez anos, o Brasil lançou o Plano de Agricultura de Baixo Carbono, o ABC, bem como as metas para a próxima década, com a inclusão de novas tecnologias como a utilização de novos bioinsumos, a utilização da irrigação e a terminação intensiva de animais. 

O governo brasileiro destaca que a agricultura no país é baseada em ciência e na adaptação ao calor tropical, o que permitiu ao Brasil promover uma revolução verde na produção de alimentos nos últimos 50 anos, superando seu problema de segurança alimentar e se tornando um grande provedor de alimentos ao mundo. A produtividade aumentou 456% e a área agrícola apenas 55% nos últimos 50 anos. Isso significa que 66% do território original brasileiro é preservado.

O Brasil usa atualmente 7,6% de sua área para a produção agrícola e, com técnicas como o Plantio Direto, realiza até três safras ao ano. São 70 milhões de hectares de área cultivada e 90 milhões de hectares de pastagens degradadas, que estão basicamente no Nordeste e no Centro do país, fora do bioma Amazônico. Os dados são respaldados pela Embrapa.

 A Dinamarca é uma liderança relevante nas discussões de sustentabilidade, tanto na União Europeia quanto em fóruns multilaterais importantes como a OMC e a OCDE. O país também é um parceiro estratégico para o Brasil, haja vista a disponibilidade de investimentos para projetos internacionais que atendam a rígidas exigências ambientais, sociais e de governança.

Imagem: Governo Federal