No dia 19 de dezembro, o Chile elegeu presidente o deputado Gabriel Boric, de 35 anos, um jovem que ingressou na política incendiando igrejas e que, a partir de 15 de março, irá governar um país que já foi uma ilha de estabilidade econômica e política. A eleição de Boric, um extremista de esquerda, é resultado de vários fatores somados, incluindo a covardia exibida pelo atual presidente chileno, Sebastián Piñera.

Piñera não soube lidar com o chamado “estallido social” de 2019 e passou fatura ao aceitar uma Constituinte imposta pela ingerência exercida pelo Foro de São Paulo. Ao fazer concessões para não ser derrubado, Piñera permitiu que a esquerda radical respaldada pelos regimes cubano e venezuelano, chegasse ao poder.

Além disso, Boric beneficiou-se do medo dos chilenos. A abstenção superior aos 50%, contribuiu para que saísse eleito em segundo turno. Em todo o país, as pessoas votaram temerosas. Qualquer resultado que não fosse a eleição do esquerdista radical, levaria o país para o caos e a violência se espalharia como fogo na pólvora.

Gabriel Boric, o presidente eleito do Chile, também é conhecido por nunca ter trabalhado. Como muitos, sequer concluiu o ensino superior, preferindo dedicar-se ao “movimento estudantil” para, literalmente, incendiar o país. Antes mesmo de assumir, Boric e seus simpatizantes já manobram para adotar a reeleição indeterminada, como a esquerda na Nicarágua e na Venezuela.

É difícil crer que fará um governo para todos os chilenos como prometeu. Neófito, Boric está cercado de radicais sedentos por vingança. Para essa gente, a ditadura cruel de Augusto Pinochet cobra um acerto de contas que está mais próximo que nunca.

Também é muito difícil acreditar que Gabriel Boric exercerá algum tipo de independência em relação aos regimes que o inspiram, como as ditaduras de esquerda capitaneadas por Cuba, Venezuela e Nicarágua. É bastante plausível crer que o Chile, sob mando de um ultra, será outro país, muito distante daquele Chile próspero e que serviu de modelo por tantos anos, inclusive quando governado pela Concertação.

O que está por vir está longe de ser uma incógnita. A possibilidade de termos um governo moderado e olhando para o futuro, é mínima. Tudo indica que o Chile será, em breve, a principal plataforma para o Foro de São Paulo recuperar terreno na região.

Por Marcelo Rech

Imagem: CNN Brasil

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