Brasília – A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, está no Irã desde o dia 15. O objetivo da viagem é ampliar o comércio bilateral, especialmente no campo agroalimentar. Além de Teerã, Tereza Cristina esteve, ainda, em Shiraz, onde em um evento realizado pela Câmara de Comércio, ela ouviu empresários iranianos interessados em fazer negócios com o Brasil e destacou que o país quer aumentar as exportações e, ao mesmo tempo, comprar fertilizantes iranianos.

Tereza Cristina lembrou que o Irã importa de outros parceiros comerciais quantidades consideráveis de produtos nos quais o Brasil é altamente competitivo, como arroz, açúcar e algodão, e ressaltou a necessidade de diversificar a pauta de exportação.

Segundo ela, “estamos diante de uma oportunidade ímpar para ampliar ainda mais esse nosso comércio agrícola. De um lado, contamos com a eficácia da produtividade brasileira para continuar a contribuir com a segurança alimentar iraniana. Não devemos apenas exportar mais, mas também diversificar nossa pauta. Pelo outro lado, tencionamos importar mais fertilizantes iranianos, assim como fomentar outros produtos já apreciados pelos brasileiros, como nozes e castanhas, uvas secas, frutas conservadas e açafrão”, explicou.

De acordo com o Embaixador do Brasil no Irã, Laudemar Gonçalves Neto, os empresários iranianos devem intensificar as visitas ao Brasil para o intercâmbio de informações e realização de negócios, especialmente na participação de feiras do agronegócio.

Há, ainda, a possibilidade de os dois países firmarem acordos de cooperação técnica. “Hoje o Brasil é um grande exportador de vários produtos e isso não foi por acaso, foi graças à ciência, à tecnologia, e à Embrapa, que passou todos esses anos pesquisando uma agricultura tropical. Com certeza, poderemos caminhar para a cooperação técnica, para que não fiquemos só na área comercial entre os dois países”, confirmou a ministra.

Nesta quinta-feira, 17, a ministra visitou a Shiraz Petrochemical Company, uma das maiores produtoras de ureia do país. O interesse do Brasil é aumentar a oferta do fertilizante, essencial para a atividade agrícola no país. “Temos muitas complementaridades entre os nossos países. Vocês têm a ureia que nós tanto precisamos lá no nosso país para poder produzir e nós podemos mandar para cá produtos que vocês produzem menos, como soja e milho”, destacou. A produção anual de ureia do Irã é de cerca de 5 milhões de toneladas. Cerca de metade é vendida no mercado interno e o excedente é exportado.

Por Marcelo Rech

Imagem: Canal Rural

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