Brasília – Entre os dias 7 e 11 de fevereiro, representantes da Agência de Energia da Dinamarca (DEA) participaram de uma série de reuniões e visitas técnicas a órgãos do setor elétrico brasileiro em busca de informações sobre o seu funcionamento e capacidades. Na oportunidade, eles puderam conhecer pontos fortes e desafios do sistema elétrico do Brasil, especialmente relacionados à transição energética e ao desenvolvimento da fonte eólica offshore – temas centrais do projeto Brazilian-Danish Energy Transition Initiative (DETI).

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, os dinamarqueses participaram de reuniões técnicas e visitas ao próprio ministério, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Na avaliação do diretor de Cooperação Global da DEA, Ole Emmik Sørensen, “o país tem condições muito favoráveis para desenvolver a produção de energia eólica offshore”.

Ele explicou que o objetivo das visitas foi apresentar ao DEA os órgãos e instituições do sistema elétrico brasileiro envolvidos na estruturação, planejamento, monitoramento e licenciamento ambiental de empreendimentos de energia elétrica do Brasil. Informações importantes para a agência dinamarquesa mapear áreas onde as experiências e assistência técnica dinamarquesas possam ser relevantes para o desenvolvimento do setor eólico offshore no país.

Além disso, Brasil e Dinamarca pretendem melhorar o intercâmbio de informações e dados, conforme Memorando de Entendimentos (MoU) assinado entre os países em dezembro de 2021, que trata de fontes renováveis e transição energética.

“Demonstramos, de forma clara e transparente, um pouco de como o Brasil tem trilhado o caminho da transição energética e da descarbonização para deixar nossa matriz ainda mais renovável”, afirmou Marcello Cabral, Secretário-Adjunto da Secretaria de Planejamento Energético do MME.

Segundo o Embaixador da Dinamarca no Brasil, Nicolai Prytz, “o Brasil já tem uma matriz energética limpa, mas pode ampliar a geração de energia obtida a partir de fontes renováveis, como a eólica off-shore para aumentar sua segurança energética. No caso do planejamento energético e da energia eólica, a Dinamarca tem muito a contribuir. Fomos um dos primeiros países do mundo a construir parques eólicos onshore e pioneiros na construção de parques eólicos offshore”, explicou.

Os dinamarqueses também visitaram a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo. Na ocasião, foram apresentados os números de geração da usina binacional, o funcionamento, sala de operação, unidades geradoras, mirantes de visualização de todo complexo e a contribuição da geração de energia da usina para a matriz elétrica brasileira.

Por Marcelo Rech

Imagem: Bruno Spada/MME.

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