No início de abril, os húngaros elegeram para o quarto mandato consecutivo o partido de direita Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, com quase 70% dos votos. O Fidesz conquistou 135 cadeiras de 199 possíveis no Parlamento – duas a mais do que em 2018 -, enquanto a oposição obteve menos de 35% dos votos, ficando com apenas 56 cadeiras.

Antes, em 10 de março, o Parlamento húngaro elegeu Katalin Novák, 44, a primeira mulher presidente do país. Trata-se de uma jovem política com uma ficha invejável de serviços prestados à Hungria. Como ministra da Juventude e Família, implementou políticas pró-família que fizeram despencar o número de abortos no país em mais de 33%. No entanto, a eleição inédita de uma mulher foi vergonhosamente ignorada pela comunidade internacional.

Os dois exemplos veem do mesmo país, demonizado por conta de uma agenda que não atende ao politicamente correto tão na moda. A União Europeia que prefere silenciar ante os seus erros crassos, especialmente em política exterior, continua tratando a Hungria e a Polônia com indiferença, pressionando para que os dois países adotem como suas, as agendas impostas pela elite de esquerda mundial ou os “comunistas de barzinho”.

O fato objetivo é que tanto a União Europeia como esta mesma elite, grassada de forma imperiosa nos meios de comunicação, quando atacam os eleitos, ignoram os eleitores. Preferem ignorar as pessoas, gente comum e corrente, que tem sentimentos, percepções e prioridades. Se alguém tão demonizado como Orbán é reeleito para um quarto mandato e de forma tão avassaladora como foi, é porque o conjunto da sociedade húngara assim o quer.

Até onde se sabe, as quatro eleições vencidas pelo intitulado “xenófobo, racista e antissemita”, foram legítimas. E se foram legítimas, cobram o respeito à vontade da maioria. Pelo menos foi assim que aprendi sobre democracia. Não importa se gosto ou não de Orbán ou se creio ou não na Bíblia e etc, o princípio fundamental deve ser o respeito à vontade da maioria.

Como assinalei, nenhuma das quatro eleições vencidas pelo primeiro-ministro húngaro, foram contestadas. Nenhuma fraude fora apontada e, portanto, aqueles que prezam a democracia mais que o poder, não podem pecar e devem defender fortemente o que fora decidido nas urnas.

Há tempos que vivemos, inclusive no Brasil, uma farsa em nome da democracia. Democracia só quando a esquerda vence. Golpe somente quando um líder de esquerda é derrubado. E as elites, inclusive europeias, seguem acreditando que possuem o monopólio da verdade e que a esquerda é a única força capaz de governar. Onde a esquerda governou e governa, não vemos transformação, mas escravidão em nome de uma ideologia.

Além disso, um líder, um presidente, é eleito para governar o seu país, com uma agenda que priorize os pagadores de impostos, não para submeter-se à uma agenda construída por alienígenas à sua realidade. Só quem sabe de suas dores é quem as sente. Bruxelas segue encapsulada numa burocracia tão inútil quanto estúpida. Não é a extrema-direita que cresce, são as pessoas que perderam o medo e o temor em dizer, em voz alta, que o modelo imposto não lhes serve.

É um modelo que não os alimenta, não lhes dá segurança nem transportes, que tornou a educação um mero instrumento de doutrinação ideológica, que enxerga apenas os direitos das minorias, ignorando aqueles que o sustentam literalmente. Não é um modelo que vige para diminuir o fosso das desigualdades, mas para ampliá-lo, afinal, quem se sustenta da pobreza, da miséria e da ignorância, é a elite comunista tuitera com seus smartphones.

Por Marcelo Rech

InfoRel

Imagem: Reprodução

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