Bolívia vai recuperar cerca de R$ 200 milhões com acordo do gás

por | ago 11, 2022 | 11h

La Paz espera que, até 2025, dependendo da flutuação do preço internacional do gás, sejam gerado cerca de US$ 1 bilhão adicional para a Bolívia, com o contrato. Brasil e Argentina são os principais compradores do gás natural boliviano

A estatal boliviana que comercializa o gás natural com o Brasil, a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), informou nesta quarta-feira, 10, que as recentes negociações entre os dois países, permitirá à Bolívia, recuperar cerca de R$ 200 milhões que o país assegura ter perdido com os contratos passados.

A informação é do presidente da YPFB Corp, Armin Dorgathem. De acordo com ele, se trata de recuperar um prejuízo provocado pela ex-presidente Jeanine Añez, que se encontra presa. Ela teria firmado um contrato adverso aos interesses bolivianos, com a Petrobras, que implicou na redução do envio de gás natural, de 30 milhões de metros cúbicos, para 20 milhões.  

Añez firmou o 8º adendo ao contrato entre a YPFB e a Petrobras, onde ficaram acordados preços baixos e a mudança do lugar de entrega do hidrocarburo, o que teria gerado um prejuízo enorme à empresa.

Con la suscripción de la denominada octava adenda, en el gobierno de Áñez, entre YPFB y la brasileña Petrobras, se acordaron precios bajos por el gas boliviano y la modificación del lugar de entrega del hidrocarburo, lo que generó un daño económico a la empresa estatal boliviana y el país en general.

“Como contrapartida, se exigiu que o transporte fosse pago pela Bolívia, o que gerou perdas de US$ 120 milhões. Após um ano e meio de negociações, conseguimos recuperar o que já foi pago e incluir o montante até 2025, o que alcançará cerca de R$ 200 milhões adicionais para a Bolívia”, explicou Dorgathem.

La Paz espera que, até 2025, dependendo da flutuação do preço internacional do gás, sejam gerado cerca de US$ 1 bilhão adicional para a Bolívia, com o contrato. Além disso, a YPFB, ainda busca novos clientes no Brasil, principalmente empresas privadas, com o objetivo de maximizar os lucros.

O presidente da estatal afirmou que “estamos buscando novas oportunidades. Hoje, temos um mercado livre no Brasil com a nova lei do gás, que permite à Bolívia comercializar o produto com clientes estatais e privados, e chegar a 2025 com vários mercados e melhores preços”, concluiu.

Por Marcelo Rech

InfoRel

Imagem: Via OFEP

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