Colômbia defende o Narcotráfico nas Nações Unidas

por | set 22, 2022 | 16h

Na terça-feira, 20, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu o tráfico internacional de drogas (narcotráfico) nas Nações Unidas. Para o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, petróleo e gás são mais danosos para as pessoas que a cocaína.

Ex-guerrilheiro do Movimento 19 de abril (M19), “El Cacas”, como era conhecido, começou, desde a principal tribuna internacional, a pagar pelos acordos firmados com os cartéis de drogas e o crime organizado, por sua eleição. Petro que já foi prefeito de Bogotá e senador, manteve diálogos cabulosos com os narcotraficantes a quem pediu dinheiro para eleger-se.

Eleita senadora, Piedad Córdoba, grande amiga da esquerda brasileira, foi a emissária que visitou os capôs do crime organizado colombiano a quem garantiu que não seriam extraditados aos EUA. Seu irmão, Álvaro Córdoba Ruiz, foi preso e enviado para os EUA justamente por ser um dos líderes do narcotráfico colombiano.

O discurso de Gustavo Petro, que na campanha eleitoral, recebeu o apoio de vários partidos políticos de esquerda do Brasil, envergonha e choca, mas não surpreende. A sua ascensão ao poder reascendeu a violência ligada às drogas no país, onde os narcotraficantes tomam as terras dos camponeses com a anuência do governo.

Além disso, no mesmo dia em que assumiu o poder, Gustavo Petro retomou as relações bilaterais da Colômbia com o governo narcoterrorista da Venezuela. Muito rapidamente, o crime organizado toma conta do eixo Caracas – Bogotá, o que irá impactar fortemente a segurança e a instabilidade regionais.

Em 1994, Ernesto Samper Pizano, também foi eleito presidente da Colômbia com o apoio do narcotráfico. O Cartel de Cali financiou a sua campanha. Pela primeira vez em sua história, a Colômbia teve um presidente que foi impedido de entrar nos EUA por seus vínculos com o narcotráfico.

Samper Pizano é membro do Grupo de Puebla – Foro de São Paulo e foi Secretário-Geral da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), iniciativa impulsionada pelas esquerdas argentina, brasileira e venezuelana. É, hoje, um dos principais porta-vozes da esquerda latino-americana.

O que vimos esta semana, como assinalado, não surpreende, mas ascende os alertas. A Colômbia deve, pelo que já está acertado, ser uma das principais vozes pela descriminalização das drogas, pauta prioritária para a esquerda, inclusive a brasileira.

Para o líder colombiano, o Estado perdeu a luta contra as drogas, portanto, é preciso render-se a elas e fazer das drogas, um comércio legal. A esquerda no Uruguai fez isso e os drogados podem consumir comprando em farmácias. O Estado lucra, claro e muito.

Obviamente que toda a violência, dor e sofrimento gerados pelo mundo das drogas, não são postos na balança. As milhões de famílias destroçadas em todo o mundo por conta dos efeitos das drogas, não contam. Muito menos, a pressão sobre a saúde pública para a recuperação de viciados, seres humanos transformados em trapos fétidos, verdadeiras carcaças zumbis.

Por Marcelo Rech

InfoRel

Imagem: UN

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