O Brasil como país-garante para os desafios latino-americanos

por | nov 28, 2022 | 6h

Além das questões ideológicas, a esquerda latino-americana buscará, no Brasil, o dinheiro que sustenta as suas ditaduras. Entre 2003 e 2016, apenas Cuba e Venezuela, torraram R$ 10,9 bilhões do BNDES e deram o calote

A partir de 1º de janeiro, o Brasil voltará à cena política regional como país-garante para o processo de paz em curso, entre a Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN), levado a cabo em Cuba, e para o retorno da Venezuela ao MERCOSUL.

No caso colombiano, o processo de paz com o ELN, tende a repetir o que foi o diálogo com as FARC. Dito de outra forma, os criminosos não devem pagar pelos seus crimes covardes, deverão ganhar espaço no Congresso do país, não haverá nenhum tipo de indenização ou reconhecimento das vítimas e Gustavo Petro, será indicado para o Nobel da Paz.

As FARC nunca se desmobilizaram, seguem ativas, preservaram a maior parte do seu arsenal e, com o apoio europeu, mantém em bancos no Velho Continente, os bilhões obtidos por meio de sequestros, extorsões e do narcotráfico. O ELN não aceitará menos.

E a legitimação desse estado de coisas, passará muito pelo Brasil. Lula imprimirá uma Política Externa ativista, que buscará atender aos interesses de todos aqueles que viabilizaram a sua eleição, incluindo a militância que prefere enxergar nas FARC e no ELN, por exemplo, grupos revolucionários que dão a cara em favor dos oprimidos.

Consonante com essa visão, Cuba também espera recuperar os financiamentos que sustentam a maquinária comunista. Recorde-se que, tanto Cuba como a Venezuela, nunca pagaram os empréstimos contraídos com o Brasil entre 2003 e 2016.

Apenas esses dois países, receberam R$ 10,9 bilhões em dinheiro público, do contribuinte brasileiro. Deram o calote e ficou por isso mesmo. De acordo com o BNDES, 88% do total de R$ 54,5 bilhões em desembolsos ocorreram no período entre 2007 e 2015.

À época, foram realizadas obras em 15 países, em 148 operações com prazo médio de 11 anos e dois meses para pagamento dos financiamentos. O maior prazo, de 25 anos, foi para Cuba, no projeto do Porto de Mariel. E a Venezuela foi beneficiada com a menor taxa de juros, de 1,2%. Nós pagamos a conta em nome da integração!

Por Marcelo Rech

InfoRel

Imagem: InfoMoney

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